2010-01-15

A propósito deste "baile" que o Inverno nos vai oferecendo, aproveito para dizer que, enquanto se tiver um bom fígado, le monde va de soit même!

2009-12-28

Um feliz Natal a todos os Antónios e Marias deste mundo! :)

2009-12-15

Penso que podia modificar-me e viver com os animais,
eles são tão serenos e reservados,
Quando me detenho a contemplá-los demoradamente,
Alheios por condição a queixas e fadigas,
Não estão acordados de noite a chorar os seus pecados,
Não me incomodam a discutir os seus deveres para com Deus,
Nenhum está descontente, nenhum endoideceu com a
mania de possuir bens,
Nenhum se ajoelha perante outro, nem perante
antepassados que viveram milhares de anos antes dele,
Nenhum é respeitável ou infeliz para o Universo inteiro.

Walt Whitman
querezz ber, querezz?

Atão bota a zportb!

2009-12-11

País, ainda e infelizmente, de "toinos"

Óh António! Imagina que te deitas às 7 da manhã e acordas às 9 e meia; que abres os olhos como se as pálpebras, entre elas, tivessem um fecho; que ligas a televisão e encontras isto, que vês isto com o entusiasmo de quem viaja ao Portugal profundo do tempo da outra senhora; que desligas a televisão e, após o banho, vais trabalhar.

Já viste António?!?

Óh António, dá-me um consolozinho se faz favor. Vai lá e fode a gaja caralho! Eu ajudo-te com o processo em tribunal...

She hate me

  • Deu ontem na televisão.
  • É do Spike Lee.
  • Humor fora de série.
  • Argumento extraordinário.
  • Filme político.
  • Fotografia, às vezes, muito boa.
  • Recomenda-se.

(ou será que já só consigo gostar de filmes que não são obras primas quando os vejo, por acaso, na televisão?, tipo problemas de expectativas e "cenas"...)

2009-12-09

Insónia

Vais para a cama, apagas a luz, tentas dormir, não paras de pensar, discursas sozinho, acendes a luz, apagas a luz, fumaste uns charros, não devias, não paras de pensar, rodopias na cama, bates com o cotovelo na mesa de cabeceira, entornas o copo, acendes a luz, a água cai na ficha, não tens nada ligado na ficha, olhas para a ficha, percebes a ficha, empuras a ficha para o lado com um pedaço de madeira, não é condutor, pensas, mas pode sê-lo, alvitras, olhas para a ficha, cismas com a ficha, deixas-te hipnotizar pela ficha e, quando tudo acaba, ligas o computador na ficha e escreves esta merda.

2009-12-06

Luzinhas e coisinhas

Acabei de chegar à minha terrinha natal na província plantada, vindo de uma grande capital europeia.

Conclusões?

A minha terrinha natal na província plantada gasta mais dinheiro em iluminação de natal do que uma grande capital europeia...

Podria chegar a mais conclusões, mas esta é por si só uma breve resenha sintomática de todas as outras...

A insustentável sustentabilidade do ser

Quando, nos momentos de desnecessidade intelectual, dou comigo a pensar no estado do país, chego a enigmáticas conclusões…
Deparo-me com uma nação em que um terço das pessoas, mediata ou imediatamente, trabalha para o estado, sejam eles funcionários públicos, quadros de institutos públicos, empresas municipais, associações, fundações, ou políticos propriamente ditos.
O outro terço é constituído por alguns “mileuristas”, mão-de-obra qualificada e esclarecida, obrigada a trabalhar o suficiente para não ter tempo de pôr o sistema em causa e a ganhar apenas o quanto baste para alimentar o predecessor terço e as próprias empresas que lhes dão trabalho.
Quanto aos demais, técnicos de construção civil afortunados pelo facto de poderem desfrutar da mine enquanto trabalham, desempregados, pobres e oprimidos, inválidos e reformados…

Haverá talvez uma pequena minoria que produz realmente algo… São eles os operários das empresas cujo tecido económico está desajustado às regras do mercado e, por isso, desempregados em perspectiva. E aqui, naturalmente, incluo os agricultores.

E depois, continuando a gozar das possibilidades que o ócio me traz, uma vez que sou um dos últimos profissionais liberais deste país, minoria nem sequer quantificável, pergunto a mim mesmo:
*Será que o estado pode alimentar o estado?
*Será que um país pode prosperar sem produzir nada?
*Será que amanhã vamos ter o que comer?

À primeira pergunta respondeu-me o valor do actual défice orçamental, à segunda respondeu-me o valor do actual défice da balança comercial e à terceira, quiçá, responder-me-ia o valor do actual défice da pirâmide etária.
No entanto, à cautela, e não querendo acreditar no raciocínio falacioso de quem diz que, como seremos menos, haverá mais para todos, vou-me fiando mais nas palavras de Garcia Marquez e do seu coronel, aquando da pergunta de sua mulher sobre o que iriam comer amanhã:
Comeremos merda meus caros!!!

Ps: Parece que a criminalidade subiu 16% nos últimos dois anos, o que, embora se revelando positivo para o meu labor, uma vez que faço parte dos que não produzem nada, me obriga a retirar uma ilação de tudo isto: Quando as pessoas não tiverem o que comer, ninguém acredite que elas vão trabalhar ou sequer seguir os passos do coronel… Nesse sentido justifica-se uma adenda ao que acabou de se dizer:
Comeremos o que roubarmos meus caros!!! (e não é o que já fazemos?)

2009-11-16

Da democracia


Se há algo que me agrada no estado de sítio em que se encontram as democracias ocidentais, mormente a portuguesa, é a capa da visão desta semana!
Com efeito, ensinar a todos as boas maneiras de corromper e ser corrompido é um exercício democrático de vital importância e visceral civilidade!
De hoje em diante, meus caros, não serão só as "varas de godinhos" a chafurdar nos métodos ilícitos de enriquecimento. Todos nós, suinídeos ávidos de engordar o odre, nos poderemos deleitar à moda dos grandes!
E se a democracia tem como principal matriz o princípio da igualdade, então a visão é o panfleto oficial do sistema! E bem melhor que "a lição de Salazar"!...

2009-11-05

Cogumelices, que é como quem diz, micologisses...

O cogumelo que se vê em cima é um frade, o único cogumelo que sei diferenciar com certezas e que, em miúdo, colhi inúmeras vezes com o meu pai. Têm três traços característicos que o tornam facilmente identificável, a saber: O anel em volta do caule, a textura da parte superior e o facto de aparecerem sempre aos pares. Quando envelhece torna-se castiço e bastante grande.
Atenção, é muito parecido com outro, que também tem anel, e apenas se distingue dele pela textura da parte superior, a qual apenas com a experiência se aprende a identificar.

Mas porquê falar de frades? É que antigamente havia disto às dúzias e bastava rondar um pinhal para apanhar facilmente uma cesta deles... Hoje em dia não é bem assim... De qualquer forma, já vi cinco este ano, mas preferi espalhar-lhes os esporos para colheitas vindouras do que comê-los... Pode ser que para o ano se faça um arrozinho de frades!


Quanto a estes, a coisa é bem diferente... Há muitos anos que não via um e, também este ano, há cerca de três dias, vi um par deles... Uma das imagens mais antigas que tenho da infância é a de estar circunspecto a olhar para um "bicho" destes, gigantesco, quase que hipnotizado com a sua beleza. Lembro-me bem do pânico que o meu pai teve quando me encontrou a adorar o dito e de me dizer que aquilo era a coisa mais venenosa que existia. Ainda hoje recordo o exacto local onde ele estava e, de cada vez que lá vou, passa-me essa imagem pela cabeça.
Quando era já adolescente, dizia-se que havia uns cogumelos vermelhos com pintas brancas, cujas mesmas davam um "grande mocão", embora nunca tenha acreditado muito nessa hsitória, até porque do mocão à morte às vezes a distância não é grande...
Mas fiz umas pesquisas e posso, com alguma certeza, apresentar-vos este cogumelo como sendo o "Amanita muscaria", ou agrário das moscas.
Aqui, uma perspectiva temerosa e aqui a possibilidade de o comprar para levar de "viagem"...
Qualquer dia colho um para levar nas férias do próximo ano... ;)

Uma abóbora de respeito

Amândio da Conceição gosta de cultivar o seu quintal. Couves, batatas, alfaces, entre muitas outras variedades, nascem e crescem. Porém, nada como o que aconteceu recentemente. Numa sementeira normal de abóboras, alguns dos exemplares começaram a crescer, a crescer, e, quatro deles atingiram proporções fora do normal. A mais pequena, cerca de 48 Kgs, e a maior (que a foto mostra), com 56. Questionado se o tratamento dado tinha sido diferente, refere que foi uma sementeira normal, "lancei as sementes à terra, remexi a mesma, nasceram, cresceram... e deram este resultado". Questionado sobre o destino a dar às mesmas, refere que alguma será para consumo, mas a maior parte destina-se "a alimentar os porcos que crio". Após as couves de Alberto Afonso e Jaime Levita e o nabo do Xico Pereira, mais um "fenómeno" surgiu em Retaxo.
In: Jornal "Povo da Beira", 20 de Outubro de 2009
Palavras para quê? O Amândio gosta de cultivar o quintal com'ó Cândido, o Jaime levita e o Xico Pereira é um nabo! Só podia acontecer "em" Retaxo! É quase com'ó menino, que nasceu "em" Belém!
Enfim, pérolas a porcos..., ou abóboras a porcos, que é quase o mesmo...
Curiosos nós que cavamos os sulcos do existir
para neles semear a própria vida que morremos
Curiosa a vida (?) de quem não cava nem semeia
Curial o espírito
Cordial'mente'(ira)
Ao nascer fora ensinado a jogar a bisca pelos melhores. Sabia de antemão os trunfos que restavam e os pontos que faria, pelo que, com alguma naturalidade, irremediavelmente saía vencedor de todas as partidas. Era um jogo simples, mas talvez a catapulta para algo maior, futuro adivinhado, pensava, nos momentos de prestidigitação...
Cedo se fartou de um jogo tão banal e, cedo também, deu os seus primeiros passos no xadrez, que todos lhe apregoavam como máximo estádio no que à arte de jogar diz respeito. Aprendeu vários movimentos e, calculando as jogadas com léguas de antecedência, rapidamente se tornou um exímio jogador, capaz de destronar os melhores e mais experientes adversários dos seus faustosos tronos.
Algures a meio do seu existir, fartou-se de frívolos raciocínios sistemáticos, repetidamente destinados ao mero entertenimento. Foi então que decidiu jogar o jogo da vida.
Iniciou-se nesta arte como se iniciara nas predecessoras, tentando, primeiramente, descobrir as regras, para depois, pensava, definir as estratégias que o ajudariam a contorna-las. Inesperadamente, descobriu que agora jogava num interminável campo sem balizas ou linhas de fundo e que o cardápio do existir era mais extenso e longo que os anos que lhe restavam.
Deixou-se de jogos e, pela primeira vez desde que nascera, viveu!

2009-11-02

Para lá de ter descoberto que no continente há gaufres que, aquecidos no micro-ondas e apimentados com mel, são tal e qual os do tasco na Rua dos Pescadores da Caparica; e ter já experimentado o meu "acessório abre-regos" que, ao contrário do que se possa inicialmente pensar, é uma coisa "muito de homem",
(e claro, sem ousar entrar por assuntos futebolísticos - esse pessoal que liga à bola é mesmo anormal...)
posso considerar que o facto de os ídolos terem reaparecido na televisão é um fenómeno de curial importância no que à vivência do dia a dia diz respeito!
Senão vejamos:
Ken li ulibúlibúláuchu e fonemas afins adocicam o serão de qualquer um. Tudo isto condimentado com demonstrações de virilidade envergonhadas por parte de indivíduos com a mania do abre-regos (neste caso acessório que "não é de homem") e sensíveis seres cientes do seu incontestável valor lírico, que é como quem diz "para que é que servem os galos se temos disto", ajudam a que um qualquer indivíduo adormeça com os níveis de dopamina em alta!
Entremeando a questão, vale sempre a pena ver que A canta muito bem mas tem um look bera e que B é lindo de morrer embora não lhe restem fenêtres na casa...
Sintetizando: Como é bom viver neste Portugal de intelectualidade profícua! Como é bom ser um asno no meio das mulas, chegar à noite, dormir, sem vitinho nem nada, e acordar sabendo que se sabe o mesmo que ontem menos o que se esqueceu!

2009-10-15

Algures na interioridade disse um dia o poeta: "nunca me visto de branco porque pareço um perna de pau"!
Só me interrogo acerca do significado que esta pérola do raciocínio dialéctico teria no nosso bem amado Roberto Leal...

2009-10-11

Invasão de juncos

É de mim ou está a mesmo a acontecer um invasão de juncos em Portugal?
Agradecem-se testemunhos que o comprovem ou me internem.

2009-10-01

Carta a um gnú

Estive quase para escrever um poema..., ou qualquer coisa parecida a esse conceito. Até já tinha a frase inicial compostinha: "É visível o grito dos surdos que ecoa no vale da ignorância".

Ok, já passou..., tá tudo bem... Tudo fofo! Adiante...

A minha bela vida:

-Tenho o carro a fazer um barulho que parece que vai explodir (a verdade é que a situação já se prolonga há 4 meses e o carro continua a andar), sem stress, mesmo à português...
-Ando consumido por ideias de roubar dinheiro ao estado, só hoje a brincadeira já vai em €535 (os dois euros de despesas nã contam, uma vez que, para tal, gastei duas folhas de papel e tinta da impressora...).
-Tenho que acabar o muro de pedra por cima do tanque num futuro muito próximo, senão já planto a vinha e semeio a relva muito tarde.
-Não sei se hei-de ir a Amsterdão em Novembro ou no ano novo, mas a verdade é que já fumava um charro...
-Acabei O Retrato de Dorian Gray do Wilde e comecei O Avesso do Direito do Camus, a seguir leio mais dois do Camus, um do Stig Daggerman e outro do Pacheco e acho que já chega de letras até ao fim do ano...
-Gostei do Cândido pá!

A ver se nos embebedamos, oh fiel leitor e co-escritor deste blog!!! :)

E pronto, está a semipública correspondência feita!

Grande abraço!

Anda por aí tudo em pulgas por causa das palavras do líder da bancada parlamentar do psd. Tudo bem..., diz umas coisas giras, tem modos de avozinho, boa fonética para se imitar e jeitos tresloucados de senilidade, o que sempre se apresenta como indubitável argumento para a sátira e a boa disposição que dela emana.
De qualquer modo, convém lembrar que esta semana já choveu, o que em muito ajudará ao cultivo das espécies forrageiras!
É que o mundo até pode andar de pernas para o ar, mas há que definir prioridades...

Civilização

"(...) no campo, quem quer que seja pode ser boa pessoa. Lá não existem tentações. Por esse motivo é que as pessoas que vivem fora da cidade são totalmente incivilizadas. A civilização não é de modo algum fácil de se conseguir. Há apenas duas maneiras possíveis de a alcançar. Uma é através da cultura, a outra através da corrupção."
In: O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
Pondo de parte a premissa de que no campo não existem tentações,hoje por demais afastada da nossa sociedade global, parecem-me muito interessantes as mediatas considerações sobre o conceito de civilização.

2009-09-24

Livros antigos

Os livros antigos são giros (ponto). Mesmo que técnicos, encerram sempre uma panóplia de dissertações sobre temas de cultura geral e pensamentos filosóficos. Se houve coisa que se perdeu com o advento da especialização e da tecnocracia, foram aqueles livros que, capazes de tratar um tema a fundo, sempre nos iam presenteando com esparsas considerações sobre a vida, a história, a filosofia...
O humanismo está morto, mas fazem falta os livros técnicos entremeados de romance, de histórias, de meditações... Eram bem mais agradáveis!

Pensamentos para trincar e digerir

"A auto-recriminação é um luxo. Quando nos auto-censuramos, temos a sensação de que mais ninguém tem o direito de nos censurar. É a confissão, e não o sacerdote, que nos dá a absolvição."

In "O Retrato de Dorian Gray" - Oscar Wilde


"As nações, como os individuos, uma vez reduzidos à pobreza, com difficuldade se subtrahem á escravidão."

In "A agua, compilação dos principaes elementos de geologia para o descobrimento dos mananciaes aquaticos" - D. Santiago Garcia de Mendoza.

Ps: Pode parecer um bocado freak o título do último livro, cuja edição de 1866 adquiri via internet, por um preço proibitivo... Mais freak é a frase nele contida, que encerra demasiada filosofia para um livro técnico. De qualquer modo, vamos vivendo a vida como poetas obreiros e, no espírito de fazer pelas próprias mãos uma mina de água como "os antigos", informamo-nos cientificamente com as suas receitas académicas. E depois? É melhor que gostar de meninos pequeninos!!!

2009-09-23

Cidadania

Analisando a minha vida nos últimos anos, terei dúvidas que possa ser considerado um cidadão exemplar, ou até mesmo um cidadão na verdadeira acepção da palavra...
Com efeito, o meu bilhete de identidade caducou em 2007, o meu cartão de eleitor esté perdido desde a última e primeira vez que votei (em noventas e tais no referendo do aborto e da regionalização) e cartão do serviço nacional de saúde é coisa que não tenho e nunca tive...
Chego a indagar-me sobre a substância da minha qualidade de cidadão, sendo que me considero mais próximo de um apátrida do que de um indivíduo de nacionalidade portuguesa...
O senão de todos estes acolhedores incidentes burocráticos reside apenas no facto de ter cartão de contribuinte e ser obrigado a pagar impostos, situação que penso resolver positivamente no próximo ano, abrigando-me nos conceitos de "mínimo de existência" e "prestação de serviços a uma única entidade", neste caso o estado, com vista à minha efectiva tributação nula...
De todas estas situações advém-me um problema maior, ainda que com poucas consequências... É um facto que nunca ninguém me deixará fazer o cartão de cidadão sem exibir o de eleitor e o do serviço nacional de saúde, o que implicaria para mim uma travessia no deserto de algumas secretarias altamente Kafkianas, tais como as dos hospitais ou juntas de freguesia.
Ainda assim, só vejo uma vantagem em ter o cartão de cidadão: Não ser multado pela brigada de trânsito, vantagem essa que rapidamente dirimi ao observar empiricamente que os sujeitos bonacheirões da boina verde se desfazem em sorrisos pela mera apresentação da minha carta de condução e, mormente, pela alegação da minha qualidade profissional, sendo certo que me perdoam cronicamente a multa.
Isto apenas para concluir que votar, nestes dias pós-péricles do contexto democrático actual, não é uma vantagem para ninguém, antes um tortuoso e inútil aborrecimento...

2009-09-21

Outra vez, Linda de Suza

Essa grande senhora da valise en carton, que assombrou as infâncias dos que, como eu, tiveram o privilégio de ainda nascer na década de 70, voltou aos ecrãs de televisão para uma reportagem na SIC.
Pérolas senhores! Pérolas!
Entre lambidelas do cão fofo que é a sua única companhia, passando por recordações de tomates gigantes que guarda do seu Portugal, Linda relembra efusivamente momentos como aquele em que, com Mário Soares de um lado, Jacques Chirac do outro e ela a meio, brilhou para o mundo da política. Até se recorda a senhora de ter deixado de ir a um jantar na câmara de Paris só e apenas porque a sua cabrinha tinha acabado de dar à luz!
Esta mulher que chegou à humilhação de gravar com um grupo rap de luso-descendentes, é hoje uma criatura que conta tostões e se diz enganada... Com uma reforma de €1800 (mil e oitocentos euros) vive miseravelmente e apelida essa quantia de esmola, comparando-a à sopa dos pobres...
Sim Linda, tu mereces mais!!!
O vídeo está aqui!

2009-09-20

Gosto de ouvir falar de amor nas esplanadas de Lisboa. Mistura-se o inglês ladrado em pronúncia alemã, com a ponte, que ao fundo, dá a um imprudente turista a ideia de uma cidade dócil, civilizada, constantemente ligada ao resto do mundo que se permite filtrar. A puta da ponte não liga; limita-me o mundo.

2009-09-09

Mim tipo coiso

Fui, em tempos, eu próprio.
Hoje não sou o que fui em tempos.
Hoje, não sou eu próprio?

2009-09-04

Vício

Para quem tenha conta no yahoo: http://uk.games.yahoo.com/online-games/card/games_canasta.html

2009-09-01

"25.03.2009 - 18h56 - Ana Menezes, porto
eu fumo chamon de vez em quando. Nunca ando com stresss sou licenciada e tenho muita responsabilidade laboral. A minha mãe coitada anda com anti depressivos agarrada e deprimida. é a vida...as gerações dos 50 andam mergulhadas em comprimidos das farmaceuticas que manipulam o mundo. Já lhe disse para fumar e deixar os anti depressivos.... mas não acredita em mim...só no psiquiatra FDP!"
E o que é isto, perguntáis vós, criaturas sem amor à pestana?
É um comentário de uma criatura a uma notícia do público, na qual se falava de um estudo, segundo o qual os fumadores de marijuana tinham mais 70% de probabilidades de contrair cancro dos testículos do que os não fumadores.
E o que é que eu acho disto? retorquis vós, intrigados...
Não acho nada..., aliás, acho giro, o comentário...

Bucólica ordinarice...

"Sinto-me orgulhoso por ver que possuo um coração capaz de sentir essa inocente alegria do homem que põe sobre a mesa a couve que ele próprio semeou, e que não só goza de vê-la, como também recorda ao mesmo tempo os belos dias que passou a tratá-la, a linda manhã em que a plantou, as amenas tardes em que a regou e, finalmente, o prazer que sentiu de a ver crescer e engrossar!"

in: Werther, de J.W. Goethe

Em jeito de comentário, não nego que sinto prazer ao vê-la crescer e engrossar!